Jornaleiros


Você já esteve dentro de um Submarino?



Quem já esteve dentro de um submarino? Certamente, se você escutou Agaetis Byrjun(Um Bom Começo) da banda islandesa Sigur Rós, sim, você já esteve. Sigur Rós é uma banda muito bem arranjada de post-rock, vai, digamos que mistura minimalismo e elementos clássicos. O que é post-rock? Bom, é apenas a união do útil ao agradável. Rock Progressivo + Alternativo. É assim que Sigur Rós nos faz transcender nesse belo álbum. O nome do mesmo já condiz com a imagem do disco, "Um Bom Começo", onde nos faz viajar pelos sete mares da reflexão dos belos sintetizadores aos lindos instrumentos metálicos. O lançamento do Agaetis Byrjun foi muito bem acolhido pela crítica islandesa que o considerou o maior álbum do Séc. XX, na Islândia(olha só, temos o rival da Björk). Certamente, Sigur Rós é a maior banda de prog/post-rock do século XXI, escutem! AH! E mais uma coisa:

nina diz:
pode dar a dica lá, que é otimo antes de dormri!
nina diz:
hahaha

Eis a dica!

Sigur Rós - Agaetis Byrjun (2001)

Por Felipe Hindenburg

Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 17h53
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E o Grunge?



Calça rasgada, jeito largado, camisas de flanela quadriculadas, all stars, era como se apresentavam os jovens no início da década de 90, sendo esta a imagem que até hoje associam ao movimento. Mas não é necessário estar a carácter de algum estilo para seguí-lo.

O grunge(também chamado de Seattle Sound) nasceu em Seattle em meados da década de 80, nas raízes da música independente, numa miscigenação de punk, thrash metal, hard rock e rock 70's e estendeu-se até a década de 90. Associa-se ao grunge, a mídia principalmente, bandas como Mother love bone, Mudhoney, Alice in Chains, Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, e bandas de outras localidades pegaram carona nesse movimento como Stone Temple Pilots, L7, entre outras . Na maior parte das vezes as letras são depressivas ou melancólicas como nota-se em Nirvana e Alice in Chains, além de trazer um quê de rebeldia, sempre presente no rock, fazendo assim com que as pessoas que se enquadram nestes termos se identifiquem com a música.

Reza a lenda que o declínio do grunge, ocorreu com a morte do ídolo Kurt Cobain, em 94. Será que o grunge morreu? Hoje em dia há ramificações do Som de Seattle, como o Stoner Rock, que é um som também sujo e que virou a mais nova tentação dos jovens que gostam de peso e músicas que vão das gritarias ao transcendental. Bandas como Kyuss, Eagles of Death Metal, Queens of the Stone Age, High on Fire, Fu Manchu, Dozer, Turbonegro, Boris entre outras, fazem o flash-back daquele que foi um dia um dos maiores movimentos da música americana e do cenário musical para jovens rockeiros, o Grunge.

Por Felipe Hindenburg.

Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 16h43
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Horroróscopo

Horroróscopo

Olá pessoal, para descontrair um pouquinho, vou colocar minha invenção aqui para vocês.

É... para quem não sabe, eu tenho poderes psíquicos... muito poderosos por sinal ^_^'

Talvez tenha alguma ligação com o chip que os alienígenas colocaram no meu punho esquerdo... não sei.

Sem mais enrolação, apresento a vocês o Horroróscopo !

Modo de Usar

Se você olhar o Horroróscopo até o meio dia, as previsões valem para o dia em que você viu. Se olhar após o meio dia, valem para o próximo dia.

A edição você é quem escolhe, mas não se pode consultar mais de uma edição por dia. Depois de consultada, aquela edição ficará descartada e você não poderá usar novamente ela, devendo escolher outra, em futuras consultas.

Edições Disponíveis

Edição #1
Edição #2
Edição #3
Edição #4
Edição #5

(Thiago Neres)

Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 10h58
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A estranha percepção de Ela - Conto

Por Josafá Gomes

 

 

Ela vestia um robe branco de seda. Seu corpo delineado ficava bem formatado naquela vestimenta. Seu andar era sutil e sensual. Sempre despertava a atenção dos homens que a viam e algumas mulheres desejavam imitá-la. Costumava andar devagar. O seu rosto lindo dava a impressão da presença de um anjo onde ela estivesse. Mas aquele rosto angelical jamais revelaria suas reais intenções.

Lá fora ventava. A noite que se aproximava parecia aconchegante, mas possuía algo de ameaçador. As estrelas que brilhariam naquela noite não fariam com que Ela desistisse de seu desejo.

Ela saiu do quarto e andou lentamente pelo corredor. Apagou algumas das luzes – não precisava de tanta luz... Suas intenções eram sombrias, e a escuridão permeava seu coração naquele momento. O corredor era longo demais. Ela nunca percebera sua extensão. Somente agora tudo parecia diferente, comprido, longo, iluminado demais.

Ao caminhar, Ela percebeu que um novo sentimento surgia dentro de si. Era muito estranho e também difícil de definir, mas a deixava esquisita. O que faria agora? Pensou em desistir de seu intento, abandonar seu desiderato, pois sentia algo estranho... Parou... Ficou parada por um breve momento.

Ela voltou. Fez todo o percurso contrário. Andou para trás, ainda mais vagarosa, dessa vez, como um autômato. Começavam a reconhecer aquele sentimento estranho e se surpreendeu. Descobriu que sentia medo. Acendeu as luzes que apagara há pouco tempo, olhou para todos os lados do corredor. Este parecia ainda mais extenso, agora que sentia medo.

Precisava de luz. Necessitava de abrigo. Deseja proteção, ou mesmo qualquer coisa que a fizesse sentir protegida. Decidiu acelerar seus passos e se esconder em algum lugar. Andou até seu quarto. Retirou o robe que vestia seu corpo. Acendeu todas as luzes que havia no quarto – precisava de luz agora. Se jogou na cama. Recordou que ninguém mais estava na casa. Esqueceu da intenção de seu coração - a má intenção, porque Ela agora sentia apenas medo.



Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 17h30
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Banda da Semana



A banda desta semana, é uma das maiores bandas undergrounds do país. Os gaúchos do Walverdes, banda de Rock'n'Roll com influências que vai da excelente barulheira do MC5 até o grunge e o 90's dos caras do Mudhoney, fazem um relativo sucesso nos cenários alternativos do país. A banda existe desde de 93 e possui cinco discos gravados, o que é uma relativa vitória pra uma banda tão pouco mainstream, afinal, quem já viu Walverdes na MTV? HAHA. Chega a ser engraçado os conceitos de boa música nesse país. Mas aí está a dica da semana, essa banda que já possui um tempo de estrada e é um peso total que nos faz lembrar o Rock'n'Roll 90's e as microfonias brabas do Nirvana e do Screaming Trees.

Escute Walverdes: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=6251

Por Felipe Hindenburg

Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 15h57
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Tentativa de Conto

Ele estava ali, no meio da clareira. Um vento gélido cortou a noite, atravessou as árvores e balançou seus cabelos negros e longos. Parecia que tudo ali, a areia, as pedras, as folhas, as corujas... tudo sabia quem ele era. O homem estava em pé, de olhos fechados e braços cruzados. Quem o visse, pensaria que era algum anormal. Na verdade ele pensava, pensava muito no que iria fazer nas próximas horas. Jogava xadrez com os neurônios. Arquitetava, maleficamente, cada passo de seu minucioso plano. De fato, o homem era mau.

E aquele dia, era o dia em que ia cometer uma de suas maiores maldades. Caminhou lentamente para certo lugar. Começava a chover, o céu estava em plena escuridão. Andava devagar, a chuva fazia com que a terra ficasse pastosa, aderindo facilmente às botas que ele usava. Não tinha problema. Não havia pressa. O que tinha de ser feito seria feito.

Chegou a uma cabana. As luzes ainda estavam acesas. Colocou a mão no bolso da jaqueta. Tirou uma espécie de embrulho fino e quadrado. Rodeou a cabana com calma, procurando distinguir os sons. Finalmente, percebeu que não havia mais ninguém no local.

Ficou de frente para a porta. Girou a maçaneta. A porta abriu, revelando o interior do lugar. Estava certo. Vazia. Seus convidados já tinham deixado sua casa. Tirou as botas e as largou num canto qualquer da sala. Caminhou até um determinado objeto. Desembrulhou o que trazia na mão. Colocou o CD lá dentro. Pôs o volume no máximo. E começou a cantar: “Deixa a vida me levar... vida leva eu!”.

(Thiago Neres)

Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 16h04
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Banda da Semana



Mesclando uma sonoridade fora do comum, com bases excelentes, a banda Macaco Bong se adapta ao cenário brasileiro de forma idônea. Músicas instrumentais e de boa pegada, com um arranjo bem feito e acordes de base muito bem elaborados fazem parte das distorções que me fizeram relembrar a magnífica At the Drive-In, de El Paso, Texas. Os caras surgiram em Cuiabá, MT, em 2004. A proposta da banda é excelente e reconhecida, pois a banda conseguiu a façanha de, em apenas um ano, circular em todos os festivais indies(independentes) do país como MADA (RN), Grito Rock Festival (MT), Demosul (PR), Laboratório Pop (RJ), entre outros. Eu fui ao show do Macaco Bong no RecBeat 2007, em fevereiro, e a primeira impressão que eu tive foi uma grande jogada de melancolia nas primeiras músicas. Depois de uma ou duas, nos primeiros minutos do show, e olhe que são músicas que duram de cinco a sete minutos, eu senti aquela energia passada pela banda que fazia jus ao verdadeiro conceito de Power Trio, tão notado por bandas como The Jimi Hendrix Experience, Cream, The Who etc. As músicas começam num canal limpo, mais paradas e vão atingindo o ápice nos primeiros dois minutos, onde troca-se os dedilhados e pula-se para as distorções variadas entre overdrives e fuzz, como é o caso da música "belleza :) ?", "soraia by starsex" e "rancho", que fazem lembrar as excelentes bases de Pete Townshend em composições da ópera-rock "Tommy". Virei realmente um fã de carteirinha. Claro que solos e variações nas músicas são totalmente necessários pra tornar uma música completa. Mas, pra quem gosta de uma boa base de rock'n'roll e de coisas simples, sem muitos solos inventivos e improvisações desnecessárias, tá aí a dica da semana!

Escute Macaco Bong: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=32552

Por Felipe Hindenburg

Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 14h40
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Miríade Imperfeita

Por Josafá Gomes

Sou um astro desvalido e solitário
Todos os astros daquela miríade partiram
e encontraram as estrelas de seus céus
Eu, pobre astro, fiquei só
Todos se juntam em uma linda constelação fulgurante
E eu, pobre astro, reduzindo minha luz na imensidão do espaço
Me sinto só nesta galáxia de imperfeitas formas
Aos outros sobram luzes, espelhos e sons
Em mim, apenas o burburinho dos meus desejos exaltados
Há flechas e cometas passando por mim, seguindo destinos ignorados
O que me resta? A companhia do meu eu
Pego carona num cometa apressado,
Mergulho na minha atmosfera sórdida
Desapareço entre nuvens
E vivo eternamente na frieza dos satélites solitários e escuros



Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 13h06
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Análise de Filme - V de Vingança

Eu já tinha usado esse texto, mas vou colocar por aqui também =)








"Remember, remember, the 5th of November
The gunpowder, treason and plot;
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot."

("Lembrai, lembrai do cinco de novembro
A pólvora, a traição, o ardil
Não sei de uma razão para que a traição da pólvora
Seja algum dia esquecida.")






V de Vingança é um filme baseado na HQ de Alan Moore, que tem como plano de fundo, um pedaço da história britânica. Durante a Conspiração da Pólvora, Guy Fawkes tentou explodir o parlamento inglês, mesmo ideal de V, personagem principal da HQ e do filme.

A história do filme se passa num Reino Unido futurista, onde um regime semelhante ou nazismo e ao fascismo controla e aliena as pessoas. É nesse cenário em que Evey (Natalie Portman) é quase morta por agentes do Governo, mas na hora H é salva por V (Hugo Weaving). Aos poucos, presenciamos a autodescoberta e o amadurecimento de Evey, enquanto conhecemos melhor a história de V e suas intenções.

Aclamado por uns e criticado por outros, V de Vingança é um filme extraordinário. Talvez o grande erro é que as pessoas não enxergam V de Vingança como um filme de super-herói, assim como Batman, Homem-Aranha e outros. Daí criticam tanto o exagero de ficção que o filme apresenta. Sim, é um filme com muitas viagens e brechas, mas espero que vocês, leitores, concordem que filmes de super-heróis são assim.

No entanto, V de Vingança, mais do que os outros, desperta intensa simpatia e emoção no público. Pra começar, V é um anti-herói, que age de modo "politicamente incorreto", apesar de ter boas intenções. Fazendo um paralelo com a História, lembremos de "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel, com a máxima: "os fins justificam os meios". Além disso, a trama de V e Evey convida a refletir sobre liberdade, manipulação e mudanças sociais.



Acho o elenco todo maravilhoso. Apesar de V nunca revelar sua face para o público, temos Hugo Weaving numa atuação ótima, com um personagem realmente apaixonante. Acho impossível não gostar de V, ele é um personagem carismático com várias facetas. Sabe ser gentil, romântico, misterioso e ao mesmo tempo uma espécie de maníaco vingativo. Natalie Portman também soube fazer bem o seu personagem. No filme, vemos duas fases de Evey, onde uma é mais amadurecida. Dá para sentir, pela atuação, uma Evey mais forte, diferente daquela do começo do filme. Excelente atuação dos dois e dos outros personagens também.

Em se tratando e efeitos visuais e sonoros, o filme é perfeito. Temos muitas cenas legais... misturando o antagonismo da tranqüilidade de uma sinfonia de Beethoven com a ação extrema de uma cena. A direção do filme também foi boa, existem cenas incríveis, como a cena de V com a Dra. Délia. Em poucas palavras, o filme todo é muito contagiante.



Enfim, não tenho palavras pra elogiar mais esse filme. Não sei o que dizer, V de Vingança é o melhor filme que eu já vi na vida. O filme é muito emocionante e recomendo à todos. É delicioso ver, no final do filme, Prothero perguntar para Evey quem era V afinal de conta. V é o próprio Prothero, a Evey, o Guy Fawkes, um pouquinho de todos nós. É um pouco de cada vontadezinha de fazer algo de diferente, de tentar sonhar e mudar um pouco de nossa realidade.



"Por trás desta máscara, existe uma idéia e idéias são à prova de balas."


(Thiago Neres)



Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 09h57
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CRASE AGUDA NA SEMANA DAS MÃES

Com a proximidade das eleições caóticas - no sentido mais literal do termo -, as chapas têm apelado para todos os tipos de propaganda em prol, obviamente, do acúmulo de votos. Sabemos, no entanto, que, ao longo da corrida presidencial do DCE e do CA de Jornalismo, diversos fatos ocorreram, culminando em eventos marcados por violação dos Direitos Humanos, comprometimento da integridade física e moral de celulose e, mais do que isso, A TENTATIVA COVARDE DE APUNHALAR PELAS COSTAS, SEM DÓ NEM PIEDADE, A NOSSA língua portuguesa.

Toleramos todo e qualquer golpe baixo que almejem a LIBERTÉ, EGALITÉ ET FRATERNITÉ (bandeira tão levantada pelos grupos estudantis). Contudo, é inconcebível que, justamente na semana das mães, ocorra o assassinato da língua materna, a qual acalenta nossos sentimentos, divagações e, principalmente, nossa profissão.

No intuito de impedir que tal fato fosse consumado e chegasse ao conhecimento dos eleitores, nós, alunas engajadas da ND8, percorremos os corredores da UNICAP e agimos da maneira mais correta possível: portando um poderoso Liquid Paper, eliminamos todas as escoriações provocadas em nosso idioma. Afinal de contas, seria impossível assistirmos de braços cruzados à decadência impiedosa do PORTUGUÊS.

Com a ausência de posts, salvo o do nosso amantíssimo colega Josafá, resolvemos publicar aqui a nossa revolta. Fiquem atentos às imagens que ilustram o episódio e constatem o problema exposto.

Moral da História: para os que sonham ocupar um lugar de destaque na gestão estudantil, procurem se dedicar, prioritariamente, aos estudos e, posteriormente, à defesa de ideais na sala de aula dos outros (que já o fazem).

THE END.


Crase aguda?

Mission Accomplished


Por Mariana Lins.

Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 00h55
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Entre Paredes - Conto

Por Josafá Gomes

A casa está em completo silêncio. O único sinal da presença de alguém é um prato largado na mesa da cozinha, ainda quase cheio de comida. Alguém o havia provado, mas acabara largando-o indiferente. Cozinhar para si mesmo não parece uma atividade muito agradável. Fica sempre faltando um tempero.
Nesta casa não há qualquer indício de alegria. Esta situação já é tão costumeira, mas Lúcia ainda não está acostumada. A solidão entre paredes consome vorazmente sua alma. A casa é uma espécie de labirinto onde ela se perde e tem seus pensamentos e sentimentos confundidos numa atmosfera complexa e triste.
- Olho ao meu lado: apenas móveis são uma constante companhia. Resta um colorido artificial que me mantém viva – pensou Lúcia.
- Comprei uma cadelinha para latir para mim, alegrar-me e quebrar o silêncio desta masmorra. Mas com todas as desventuras que me perseguem, ela morreu duas semanas depois. O choro foi um escape para mim, pois perdi meu anjo amigo. Será que ainda tenho um anjo da guarda? Ou será que ele também partiu? – Desabafava entre soluços.
Lúcia ruminava todas estas lembranças: péssimas recordações – vieram à tona e apavoraram-na. Com o tédio de suas incertezas, jogou o prato fora e entregou-se por um momento.
Após todas as reflexões que fizera, não suportava mais ficar em casa. Saiu à procura de alguém para conversar, desabafar e passear. Queria conhecer qualquer desconhecido que aparecesse.
A noite chegara tenebrosa, e ventava incontinenti. Com medo de permanecer sob nuvens, se arriscando a tomar um banho de chuva, decidiu voltar para casa, com a mesma amargura de outrora.
O telefone toca em casa, impacientemente.
- Trim, trim, trim, trim... Ninguém atende, então a secretária dispara:
- No momento não posso atender. Deixe seu recado e o número que eu retorno mais tarde...
- Lúcia, sou eu! Apenas liguei para dizer que te amo muito. És a razão da minha existência. Por favor, cuide-se muito bem. Quando voltar para casa se deite e descanse. Se lembre do meu amor e adormeça tranqüilamente. Amanhã um novo dia nascerá e você poderá ser feliz. Lúcia, você está ouvindo?
Lúcia chegou cansada da caminhada. Imaginava como podia viver tão só num mundo tão grande, com tantas pessoas de sua idade, de sua raça, de seu sexo, do sexo oposto, de tantas outras cores, tamanhos, idades e lugares...
Sentou-se no sofá e olhou à sua volta. Percebeu que havia uma mensagem na secretária eletrônica. Ligou-a e ouviu atentamente a mensagem gravada.
Dirigiu-se ao quarto, apagou a luz e adormeceu pensando nas palavras que ela mesma gravara na secretária eletrônica. Dormiu para encontrar nos sonhos a alegria de permanecer viva.



Escrito por Jornalismo-Unicap 2007.1 às 10h13
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Por Daniel Leal

Fala que eu te escuto

Está aberto o Blog da ND8. A minha intenção ao sugerir essa idéia à turma foi tentar dar um estimulo aos nossos instintos de futuros jornalistas,poder saber o quão bem escreve cada um,poder ler os textos massas que cada um de nós pode escrever.

Então jornaleiros,escrevam,escrevam,escrevam.Poesias,crônicas,dissertações,opiniões...tudo é válido,o Blog não é meu,o Blog não é só seu,o Blog é da sala toda,ninguém pode mandar mais que o outro nesse espaço democrático.Expresse sua opinião,lenvatem questionamentos,mostrem aquela poesia massa que você escreveu mas nunca teve coragem de mostrá-la.

Usem o espaço para treinar o português,evitem abreviações,tentem escrever o mais corretamente possível(claro que haverá inúmeros erros,mas com eles que aprendemos).Vamos nos ajudar.

Um abraço,espero que o espaço seja bem utilizado por nós.

 



Escrito por osjornaleiros às 11h10
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